domingo, 23 de setembro de 2012

eu me chamo Felipe, sou brasileiro.



Às vezes eu acho meio estupidez essa coisa de blog. Não sei se tenho vontade de escrever as coisas que sinto, o que estou vivendo e o que estou vendo.  Seria muito simples se eu abrisse uma página e contasse, dia por dia, a minha vida longe de casa. Bom. Primeiro vamos ao “longe de casa”. Não. “Primeiro” não. Vamos falar exatamente sobre isso. E só sobre isso.

Há quem diga que morar em outro lugar não significa estar longe de casa, pois nossa casa é onde a gente está e não onde ela está. Digo, onde ela está fisicamente instalada, aquela que conhecemos como “nossa casa”, aquele lugar que podemos usar quando falamos “bom, to indo pra casa pessoal!”.

Mas o fato é que sim, às vezes eu me sinto longe de casa. Não dá pra não pensar na nossa casa quando se tem um domingo de sol. Dá saudades desses lugares previsíveis, com pessoas, sons e cheiros previsíveis. Dá saudade dessa coisa conhecida, dá saudade de experimentá-la mais e mais vezes e poder dela lançar mão toda vez que quiser.

É que às vezes cansa conhecer coisas novas, lugares novos e pessoas novas. Não que isso seja ruim. Isso dá preguiça, às vezes. E aqui parece que a cada vez que você conhece alguém (o que acontece praticamente todos os dias) você tem que retomar do zero. Explicar, tudo, desde o começo: o nome, como ele é escrito e pronunciado, de onde você vem, o que faz aqui, qual a razão de estar aqui. O eterno recomeço.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

alta noite

E esse fundo preto que, contra as letras brancas, embaralha minha vista?

Acho que está na hora de mudar de cor, mudar de letra já que nenhuma letra branca nova consegue ficar firme neste fundo preto.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

o tempo não para.

...mas, espere. Agora começou a tocar uma música que chama "Dueto". Eu li num anúncio, eu vi no espelho, tá lá no evangelho... serás o meu amor, serás a minha paz. Serás será? 20 de julho, fazia calor no Rio de Janeiro. Constava na pauta, será? Mas se o destino insistir em nos separar? Danem-se os astros, que se dane, serás a minha paz. No final da rua interminável o Corcovado, o Redentor, que lindo. E eu que queria a vida sempre assim, com você perto de mim esqueci de que existe um pequeno detalhe que separa a vida da morte. Estava escrito. Tristes letras redondas que registram com eternidade a eternidade. Registraram o fato, tá lá consumado. Não tem mais voz, não tem mais violão. Vem, me dê a mão pois eu agora já não sinto medo. E o pequeno pedaço de papel? o fogo queimou. E o fogo? o vento apagou. E o vento? o vento? levou. Obedeci. Olhos nos olhos, quero ver o que você iria fazer. Hoje, me pego cantando, sem mais nem por que. Você bem sabe né, que eu sou sim um rapaz de BEM.

Um beijo.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Controle.

Foi com grande satisfação que eu pude ver o espetáculo "Nara", em cartaz em São Paulo.

Eu precisava compartilhar isso.

Como podemos perceber as palavras ainda estão perdidas. Quando encontrá-las, compartilharei.

A propósito, hoje, 07/06/2010, faz 21 anos que Nara partiu. E como homenagem, deixo aqui um trecho de uma música composta pelo Sidney Miller acho, não tenho certeza, mas que a Nara cantou e gravou lindamente...

"Foi-se embora e eu ainda era criança..."