...mas, espere. Agora começou a tocar uma música que chama "Dueto". Eu li num anúncio, eu vi no espelho, tá lá no evangelho... serás o meu amor, serás a minha paz. Serás será? 20 de julho, fazia calor no Rio de Janeiro. Constava na pauta, será? Mas se o destino insistir em nos separar? Danem-se os astros, que se dane, serás a minha paz. No final da rua interminável o Corcovado, o Redentor, que lindo. E eu que queria a vida sempre assim, com você perto de mim esqueci de que existe um pequeno detalhe que separa a vida da morte. Estava escrito. Tristes letras redondas que registram com eternidade a eternidade. Registraram o fato, tá lá consumado. Não tem mais voz, não tem mais violão. Vem, me dê a mão pois eu agora já não sinto medo. E o pequeno pedaço de papel? o fogo queimou. E o fogo? o vento apagou. E o vento? o vento? levou. Obedeci. Olhos nos olhos, quero ver o que você iria fazer. Hoje, me pego cantando, sem mais nem por que. Você bem sabe né, que eu sou sim um rapaz de BEM.
Um beijo.