segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Percebi.

É em momentos solitários que a gente começa a (re)pensar sobre algumas coisas. Óbvio. Além de ser uma constatação super lugar-comum, como dizemos.


Pois continuemos. Resolvi que ia tocar minha flauta. Pois é, o músico bem amador aqui tem um instrumento, a flauta transversa. Quando eu decidi tocar, eu nem sabia ao certo o que eu iria tocar e como ia ser. Tinha uma leve noção de que instrumentos de sopro são complicados e difíceis. Mas qual não é? Até para tocar caixinha de fósforos ou batucar aleatoriamente sobre uma bancada é preciso talento. Talento, estudo e dedicação. Coisas que me faltaram, já adianto. Coisas no plural, pois me faltaram estudo e dedicação. Talento eu acredito que tenha algum. Se assim não fosse (se eu não acreditasse no talento que "tenho") eu não estaria escrevendo sobre isso olhando para aquele instrumento de prata parado logo ali, cheio de pó.


E eu decidi, depois de alguns bons meses ou anos, tocar flauta novamente como uma tentativa de reaproximação com a música. E descobri muitas coisas. Primeiro que minha flauta está embolorada. É, umas machinhas pretinhas ao longo de todo o seu corpo. - Tsc tsc, que dó. Lamentará o moço da loja de instrumentos quando eu for tentar ressucitá-la. Mas não só isso. A falta de vaselina dificulta o encaixe das peças da flauta (pra quem não sabe, ela é composta por três partes que se encaixam). E se não fosse o bastante, as sapatilhas, as almofadinhas que permitem fechar os orifícios, buracos, seja lá como quiser chamar, e assim fazer o som, estão gastas.


Ou seja, o músico e instrumentista e flautista promissor de outrora está, com o perdão do termo, cagado. Sim. Afinal, qual o flautista sério que deixa sua flauta para que o tempo a corroa?


Eu e meu querido amigo Google, que me permite inclusive ter este espaço para escrever letras que ninguém lê, dentre outras maravilhas, fomos à caça de soluções. Não é de se surpreender que achei muitas dicas. Muito válidas por sinal. Aliás, elas seriam muito válidas se eu soubesse interpretá-las. E eu parei, olhei pra flauta, olhei pro Google e pensei: Não, desta vez eu não vou desistir!


Achei dicas que falam inclusive sobre a diferença do som nos dias frios e quentes, o porquê disso acontecer e como um bom flautista pode "contornar" essa adversidade climática para o som da flauta.


E num instante guardei de novo a flauta, antes que ela desistisse de mim e me guardasse numa caixa preta embolorada.


Logo depois, decidi que o que eu preciso fazer agora é recomeçar, isto é, começar desde o começo. Joguei, então, no Youtube as seguintes palavras: castelo rá-tim-bum passarinho flauta. E assim eu aprendi hoje o que é a flauta, qual o seu som: "A flauta é assim, PAM!"


Fiquei satisfeito com o meu primeiro dia de recomeço, não é incrível aprender coisas novas? Eu acho hein!

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Bom, todos já sabemos que o Jamie Cullum é o metro e meio mais talentoso da música mundial. Sim ele é. Queiram vocês ou não. Eu sei que esse blog não é bem lido, afinal ninguém conhece. Mas eu preciso falar. Me deixa falar então.
Uma cronista escreveu sobre o tal do meio metro. Blá, blá, elogios prá lá, elogios prá cá, a moça tece alguns comentários sobre como conheceu e gostou do Cullum (ela trata ele assim, sem o Jamie). Mesmo não conhecendo muito ele, começou a ler e ver sobre o cara. Então, o Cullum é mesmo apaixonante, tanto é que ela também se apaixonou por ele. Pela maneira como ele sai da mesmice e investe em músicas e apresentações inusitadas, afinal ele passeia pela platéia, pula, grita, usa tênis e cabelo bagunçado num modelito que qualquer pessoa pode encontrar num HM da vida. Ou mesmo na C&A. Logo, distante de toda aquela atmosfera cultuada do jazz, ao Jamie só resta uma coisa: tocar e cantar.
Mas, antes que eu perca o foco, a moça sobre a qual eu estou comentando disse que correu devorar os dois cds do cantor. Engano, são três. Quase quatro. E não tem desculpa de dizer que o último não havia sido lançado ainda, pois ela comprou o primeiro e o terceiro. Faltou um moça, um dos melhores o Pointless Nostalgic. Seguindo, ela comenta (eu sei que foi apenas uma conotação, não sou burro) que o rapaz do jazz não demonstra nenhum respeito pelo instrumento. Pausa.
Ele bate no piano, sobe em cima e toca como se fosse uma "Aristogata" (lembrando desenho da Disney - elas sobem no piano pra tocar). Por mais que o comentário tenha sido muito favorável, permita-me dizer: ele respeita tanto que tira o piano todos os sons que o instrumento clássico, pomposo e intocável pode oferecer. Ele batuca no piano. Ele dedilha nas "cordas"do piano como se fosse um violão e ainda sobe nele pra sapatear. Ou seja, com o piano (ator quase principal do show) ele canta, dança e representa. Completo. Isso sem um arranhão. E ele leva a sério a idéia de "destruir o piano". Sim ele destrói, musicalmente. Pois com certeza, ao final de cada a apresentação, o piano de Cullum agradece: obrigado Mr. Cullum por me usar por inteiro. Depois disso, Cullum, cansado de andar e pular pela platéia, e o piano, surrado pelas notas e batuques do companheiro, sentam e conversam. E tocam.
Antes de mais nada, a moça escreve bem (quem sou eu pra dizer que não).
Acontece que eu ando cansado de ler comentários com gosto de chuchu.
Um limãozinho sempre cai bem.
E o novo cd do Cullum chega "às bancas e melhores casas do ramo" (alguém ainda usa essas palavras, acreditem) em novembro e chama-se "The Pursuit".
These are the days that i've been missing.
Give me the taste, give me the joy of summer wine.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Achei!

Fuçando pela internet, fui atrás de uma cantora que eu adoro: Janne Schra (Schradinova), faz parte do grupo holandês Room Eleven. Além de descobrir algumas novidades sobre o trabalho dela, novas músicas solos, dentre outras coisas, achei um site incrível de música indie.

www.daytrotter.com Enjoy!

É tanta coisa que dá pra se perder, não tem como ouvir e ver tudo em menos de dois anos acho.

Eu caí matando, já ouvi muita coisa boa, muita coisa chata e muita coisa ruim.

É isso.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Kalu, já que tanto insistiu para que eu tivesse um blog: o que é que se escreve num blog? aqui eu posso pelo menos escrever mais de 140 caracteres, já que não é um "microblog"? mas quem é que vai ler as besteiras que eu vou escrever? e será que eu posso escrever tudo o que eu quiser?

Em tempo, eu odeio a febre do "o que vc está fazendo agora?". Eu não perguntei, não quero saber. Logo, não vou escrever o que eu estou fazendo, fiz ou vou fazer da vida.

Este espaço não serve também para falar comigo mesmo. Eu faço isso o dia todo, não preciso deste espaço para isso. Diga, você, mulher do cabelo vermelho, as pessoas escrevem para elas mesmas lerem? qual o objetivo de escrever algo se ninguém vai ler? A não ser que eu crie mais alguns heterônimos para que eles possam "me ler" e fazer, inclusive comentários sobre os meus posts.

Pois bem, neste espaço não tem espaço para devaneios sobre a vida, frases bonitas e choradeira sobre o que passou ou o que deveria vir e não veio. Ou então sobre aquilo que se quer que venha e não virá, não adianta. Não insista amiga cabelos cor de groselha, não encontrarei meu "eu" nestas palavras.

O rei do blá blá blá vira hoje o Rapaz de Bem. Não que eu seja exatamente um rapaz de bem ou então aquele escrito pelo Jhonny Alf e cantado pela Narinha (ela tinha que influenciar nisso também). Mas eu estava escutando a música "Rapaz de Bem" na voz dela no momento que pensei "hoje vou abrir meu blog"; no que o google me perguntou o nome do blog. "você bem sabe eu sou rapaz de bem, a minha onda é do vai e vem."

Agora que você pediu, moça do nome comprido demais para falar inteiro sem constrangimentos, aguente.

E diga-me afinal: O que se escreve num blog como este?