É em momentos solitários que a gente começa a (re)pensar sobre algumas coisas. Óbvio. Além de ser uma constatação super lugar-comum, como dizemos.
Pois continuemos. Resolvi que ia tocar minha flauta. Pois é, o músico bem amador aqui tem um instrumento, a flauta transversa. Quando eu decidi tocar, eu nem sabia ao certo o que eu iria tocar e como ia ser. Tinha uma leve noção de que instrumentos de sopro são complicados e difíceis. Mas qual não é? Até para tocar caixinha de fósforos ou batucar aleatoriamente sobre uma bancada é preciso talento. Talento, estudo e dedicação. Coisas que me faltaram, já adianto. Coisas no plural, pois me faltaram estudo e dedicação. Talento eu acredito que tenha algum. Se assim não fosse (se eu não acreditasse no talento que "tenho") eu não estaria escrevendo sobre isso olhando para aquele instrumento de prata parado logo ali, cheio de pó.
E eu decidi, depois de alguns bons meses ou anos, tocar flauta novamente como uma tentativa de reaproximação com a música. E descobri muitas coisas. Primeiro que minha flauta está embolorada. É, umas machinhas pretinhas ao longo de todo o seu corpo. - Tsc tsc, que dó. Lamentará o moço da loja de instrumentos quando eu for tentar ressucitá-la. Mas não só isso. A falta de vaselina dificulta o encaixe das peças da flauta (pra quem não sabe, ela é composta por três partes que se encaixam). E se não fosse o bastante, as sapatilhas, as almofadinhas que permitem fechar os orifícios, buracos, seja lá como quiser chamar, e assim fazer o som, estão gastas.
Ou seja, o músico e instrumentista e flautista promissor de outrora está, com o perdão do termo, cagado. Sim. Afinal, qual o flautista sério que deixa sua flauta para que o tempo a corroa?
Eu e meu querido amigo Google, que me permite inclusive ter este espaço para escrever letras que ninguém lê, dentre outras maravilhas, fomos à caça de soluções. Não é de se surpreender que achei muitas dicas. Muito válidas por sinal. Aliás, elas seriam muito válidas se eu soubesse interpretá-las. E eu parei, olhei pra flauta, olhei pro Google e pensei: Não, desta vez eu não vou desistir!
Achei dicas que falam inclusive sobre a diferença do som nos dias frios e quentes, o porquê disso acontecer e como um bom flautista pode "contornar" essa adversidade climática para o som da flauta.
E num instante guardei de novo a flauta, antes que ela desistisse de mim e me guardasse numa caixa preta embolorada.
Logo depois, decidi que o que eu preciso fazer agora é recomeçar, isto é, começar desde o começo. Joguei, então, no Youtube as seguintes palavras: castelo rá-tim-bum passarinho flauta. E assim eu aprendi hoje o que é a flauta, qual o seu som: "A flauta é assim, PAM!"
Fiquei satisfeito com o meu primeiro dia de recomeço, não é incrível aprender coisas novas? Eu acho hein!
Quando é que vai ter um post de 2010 por aqui?
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